
Província montanhosa do centro-norte da Tailândia, conhecida pela região fresca de Khao Kho e pelo templo Wat Pha Sorn Kaew, com cinco grandes budas brancos enfileirados.
Neste artigo
Phetchabun é uma província do centro-norte da Tailândia, encaixada entre as planícies do rio Pa Sak e a cordilheira que separa a região central do nordeste. O território é predominantemente montanhoso, com vales férteis e clima mais ameno do que o do restante do país, o que tornou o distrito de Khao Kho um destino de fim de semana para tailandeses em busca de fuga do calor.
O nome Phetchabun pode ser traduzido como terra dos diamantes, em referência à abundância de pedras e minerais associada à região no passado. Hoje, o que atrai a maioria dos visitantes não são as gemas, mas um templo construído sobre a montanha.
História
A província fica em uma área de ocupação humana antiga, ligada ao reino Lanna ao norte e ao reino central de Sukhothai e depois Ayutthaya, mas seu desenvolvimento moderno é recente. Durante o século XX, Khao Kho ficou conhecida pelos confrontos entre o exército tailandês e guerrilheiros comunistas, e só passou a ser plenamente aberta ao turismo a partir dos anos 1980.
O templo Wat Pha Sorn Kaew, principal cartão postal da região, é mais novo ainda. Foi fundado em 2004 por dois leigos que doaram um pequeno terreno no alto da montanha em Khao Kho para servir como centro de meditação. Aos poucos a doação cresceu e o local virou um dos complexos budistas mais visitados do norte tailandês.
A construção mais marcante do templo é um conjunto de cinco grandes estátuas de Buda sentadas, alinhadas em ordem decrescente sobre um terraço voltado para o vale. As superfícies do templo são cobertas com mosaicos de vidro, cerâmica e porcelana doados por fiéis, o que dá origem ao apelido de templo na montanha de cristal.
Curiosidades
A imagem dos cinco budas brancos enfileirados é o que mais circula em fotos e redes sociais, e por isso o lugar é chamado por viajantes estrangeiros de Templo dos Cinco Budas ou Buda de Várias Faces. Cada estátua representa um dos cinco budas das eras passadas, presente e futura, segundo a tradição Theravada praticada no país.
A montanha onde está o templo fica a cerca de mil metros de altitude, e a temperatura pode cair bastante nas manhãs de inverno, entre dezembro e janeiro. É comum encontrar moradores agasalhados como se estivessem em outro país, em forte contraste com o calor das praias do sul.
A região de Khao Kho também ficou conhecida pelas plantações de café arábica em altitude e pelas pequenas fazendas de morango, dois cultivos pouco associados à Tailândia tropical, mas que se adaptaram bem ao microclima da serra.
Para entrar no Wat Pha Sorn Kaew vale o mesmo código de vestimenta de qualquer templo tailandês, com ombros e joelhos cobertos.
Os mosaicos doados por fiéis
Uma coisa que chama atenção de quem visita o templo é que praticamente cada pedaço de mosaico ali foi doado por alguém. A prática de cobrir superfícies com cacos de cerâmica e vidro é comum em templos tailandeses como forma de gerar mérito religioso, e em Wat Pha Sorn Kaew isso virou quase uma obra coletiva. Placas de porcelana com desenhos florais, xícaras quebradas e azulejos de cores variadas se misturam nas paredes e nos pisos, criando um efeito que muda de brilho conforme o horário do dia.
Como chegar sem carro próprio
Quem não aluga carro ou moto costuma depender de ônibus locais até a cidade de Khao Kho e depois de transporte compartilhado até o templo, já que a subida é longa e não é feita a pé. Vale se programar com folga, porque a frequência de transporte público na região é baixa e nem sempre há motoristas de aplicativo disponíveis. Sair cedo ajuda a evitar o calor do meio-dia e também a aproveitar a luz mais suave para fotografar as estátuas brancas.
Um clima que não parece tailandês
A altitude de Khao Kho muda completamente a experiência de quem está acostumado com o calor do resto do país. Nas manhãs de inverno é comum ver neblina cobrindo os vales e temperaturas baixas o suficiente para justificar casaco, algo raro em boa parte da Tailândia. Esse microclima é o que permite o cultivo de café e morango na região, produtos vendidos em barracas simples nas estradas de acesso ao templo.
Etiqueta que costuma pegar visitante de surpresa
Mesmo sendo um ponto turístico movimentado, o templo continua sendo um espaço religioso ativo, com monges e fiéis circulando. Isso significa que roupas curtas, ombros à mostra ou sapatos dentro de certas áreas cobertas não são bem-vindos, e alguns visitantes acabam tendo que alugar um pano na entrada para se cobrir. Levar uma capa leve ou uma calça extra na mochila evita esse contratempo e economiza tempo na fila.
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